Os testes para avaliar os pneus - Pneus passados a pente fino

Pneus passados a pente fino

Testes de pneus

Os pneus que equipam os nossos veículos são objecto de vários testes antes de serem produzidos. Estes são analisados em todas as condições: em circuito, na estrada e em seguida examinados por máquinas sofisticadas. As respectivas características são analisadas, que seja em termos de resistência ao rolamento, ruído, aderência, desgaste, … Revisão detalhada.

Teste de desgaste Teste de desgaste dos pneus - Copyright © : Rezulteo

Teste de resistência

Este teste mede a capacidade de suportar a carga e a sobrecarga no tempo, independentemente das condições meteorológicas. Os testes reproduzem situações comuns e anormais de condução. Os testes são também realizados em máquinas onde os pneus são dissecados de modo a aperfeiçoar o estudo da parte danificada. Amostras das borrachas que constituem o pneu podem então ser examinadas por especialistas químicos em laboratório.

Teste de resistência ao rolamento

- Consumo a uma velocidade constante : 2 veículos idênticos equipados com pneus que têm uma resistência ao rolamento diferente rolam em velocidades iguais. Verificamos então, que uma baixa resistência ao rolamento implica um baixo consumo de combustível.

- A resistência ao rolamento pode finalmente ser medida numa máquina que reproduz as condições de utilização do pneu e tem em conta a carga e a pressão. A máquina faz rolar o pneu e mede o esforço necessário para mantê-lo em movimento e esta força, é a força de resistência ao rolamento.

Teste de desgaste

Estes testes analisam a capacidade da banda de rolamento em resistir ao desgaste e portanto medem o potencial quilométrico do pneu. Estes testes são efectuados numa situação real por veículos idênticos que circulam nas estradas de França em permanência. Após milhares de quilómetros, os protótipos são recuperados, limpos, e a respectiva borracha é medida e registada. Resta então analisar as performances, compará-las e validar as escolhas técnicas. Por razões práticas e económicas, este tipo de teste é por vezes efectuado em máquinas que reproduzem as características mais próximas da estrada.

Teste de ruído e conforto

Estes testes são efectuados em circuito ou fora dele e em quase todos os tipos de pisos. Num revestimento macro rugoso, que permite testar o ruído interno e o conforto global do veículo. Segue-se, um piso liso que evidencia o ruído das esculturas do pneu e que é medido graças a aparelhos específicos. É também possível colocar obstáculos na estrada (barras metálicas) que permitirão verificar se o pneu absorve bem os choques. Finalmente, graças a pistas analíticas dotadas de sensores dispostos na berma, o ruído externo e o desconforto que provoca nos residentes vão ser analisados. Estas performances deverão respeitar os valores regulamentares.

Teste de travagem e de aderência

Mede-se primeiro a aderência longitudinal que se concentra na capacidade de um veículo e dos respectivos pneus em desacelerar durante uma travagem de emergência em linha recta. Um veículo circula então numa pista seca ou molhada e sofre uma travagem de emergência. A distância percorrida pelo veículo aquando da travagem mede o desempenho da configuração pneus-veículo testada. Mede-se em seguida a aderência transversal que exprime a capacidade de um veículo em seguir uma trajectória circular num piso molhado. O veículo é então estudado em condições limites de aderência. Situações de hidroplanagem (lençol de água de 7mm) são também analisadas para ver a capacidade do carro em seguir a trajectória. Depois da realização destes testes, os fabricantes poderão decidir a montagem final dos produtos semi-acabados que constituirão o pneu na sua forma final. Os mesmos testes poderão ser efectuados em pneus usados a fim de examinar a evolução das respectivas performances.

Teste de comportamento

Diz respeito à segurança e manobrabilidade e mede a resposta dada pelo veículo e os pneus às solicitações de travagem, aceleração ou movimentos do volante. Os testes são realizados em pisos secos (em todas as condições de condução) e molhados (diversas condições de rega). As decisões do condutor são associadas às informações fornecidas por aparelhos de medição integrados.

Estes testes são comuns aos fabricantes mais conhecidos no mercado do pneu. Não existe nenhum requisito regulamentar para controlar de forma tão exaustiva os pneus, pelo menos até 2012. O Parlamento Europeu validou de facto um novo sistema de rotulagem obrigatória. Este introduz três critérios de avaliação que abrangem a eficiência em poupança de combustível, a aderência em piso molhado e uma indicação em decibéis do ruído.

Todos os fabricantes não possuem centros de testes tão sofisticados como o de Ladoux para a Michelin ou o da Bridgestone, perto de Roma. Os fabricantes mais « exóticos » do mercado do pneu não realizam todos estes testes, porque são muito dispendiosos e exigem um conhecimento profundo do produto. No entanto, os pneus colocados no mercado respondem às normas regulamentares. Podemos, porém, constatar que pesquisas sobre a concepção realizadas pelos fabricantes ditos Premium apresentam resultados porque os pneus destes últimos são muitas vezes os mais bem classificados ou os mais apreciados pelos consumidores ou os institutos de testes independentes.

Estes testes são apenas a parte visível do processo de colocação no mercado de um novo pneu. Um pneu é composto por cerca de 250 produtos semi-acabados e todos são objecto de análises precisas, não só enquanto elemento próprio mas também enquanto componente do pneu.